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By Supreme Dragon - Own work

Taiwan: independência ou morte?

Um dos principais motivos passíveis de justificar o conflito vivenciado diariamente entre República Popular da China, Taiwan e, ainda, os Estados Unidos da América (EUA) é o monopólio que os EUA detêm na venda de armas a Taiwan.

Não é novidade que a venda de armas a Taiwan por parte dos EUA aumenta o clima de tensão já existente com a China: a imposição de elevadas taxas alfandegárias à China por parte dos EUA marcou o inicio da Guerra Comercial entre estas duas superpotências, fervendo as suas economias e colocando impasses às mesmas; todos os problemas decorrentes da conjuntura pandémica que vivenciámos nos últimos meses e que, devido às acusações do ainda Presidente Norte-Americano, Donald Trump, levou a mais um resfriar das relações chinesas-norte americanas.

Contextualizando, China e Taiwan vivem desde 1949 como dois territórios autónomos. Taiwan, que se proclama independente da República Popular da China, tornou-se, entretanto, numa forte democracia. Todavia, a China, que continua a considerar a ilha parte do seu território, ainda aspira à reunificação, ameaçando, até, recorrer à força para atingir esse fim. A China recusa-se, portanto, a aceitar Taiwan como uma entidade politica soberana.

Certo é que a Ilha de Taiwan não é sequer reconhecida pela ONU enquanto um Estado Independente.

Aquando do seu mandato, o ex-Presidente Norte-Americano Donald Trump procurou reforçar os vínculos com Taiwan de forma a preservar uma harmonia de forças no território. Estabelecia, assim, como prioridade na sua política externa, a vontade da diminuição do domínio de Pequim na Ilha. Escusado será asseverar que o Governo Chinês reagiu negativamente e anunciou que não toleraria qualquer ato que desencadeasse uma possível separação da Ilha de Taiwan do território chinês.

Recentemente, cerca de cem aviões militares chineses invadiram o espaço aéreo de Taiwan e estima-se que outras dezenas estarão prestes a entrar na Zona de Identificação da Defesa Aérea (ADIZ), completando, assim, uma robusta e musculada operação aérea por parte da China.

Pouco ou nada foi dito pelo atual Presidente Norte-Americano, Joe Biden, quanto a esta pasta de política externa. Aliás, Biden anunciou que tivera um diálogo com o Presidente Chinês, e que este se comprometeu a permanecer neutro a fim de se evitar uma possível catástrofe humanitária e o despoletar da Terceira (e última) Guerra Mundial.

Ora, vários autores, analistas e historiadores creem que, nos dias de hoje, podemos estar a presenciar um clima idêntico ao vivenciado durante a Guerra Fria, sem conflitos armados, entre as duas potências hegemónicas em questão.

Será?! Guerra Fria?!

Se ainda lá não chegámos, penso que já estivemos bem mais longe. A questão de Taiwan, a Guerra Comercial/ Embargo comercial, os conflitos armados atuais em países de Terceiro Mundo, que têm sido alvo de debate mundial principalmente no palco da Organização das Nações Unidas, que prefere a neutralidade a violar o Princípio da Não Ingerência Em Assuntos Internos, a pandemia, e múltiplas outras razões são tudo, na minha ótica, gatilhos.