O triunfo da extrema-esquerda no Chile

Gabriel Boric, um deputado de extrema-esquerda derrota José Antonio Kast, um populista de direita e admirador de Pinochet e torna-se no mais novo Presidente da história do Chile, com 35 anos de idade.

A Vitória de Boric confirma uma tendência de afirmação de governos progressistas na América Latina desde 2018. As presidências de Arce na Bolívia, Fernández na Argentina e López Obrador no México são alguns exemplos de como o socialismo tem vindo a triunfar por estas geografias.

Para entendermos o clima de mudança provocado por estas eleições eleições é necessário recorrer aos últimos meses da presidência de Sebastián Piñera e às reivindicações por parte dos mapuche (maior etnia entre os povos originários chilenos, com mais de 1,7 milhão entre os 19 milhões de habitantes do país) de territórios ancestrais que lhe pertenciam.

Piñera confrontado com o clima de perturbação da ordem pública decretou o estado de exceção constitucional em partes das regiões de Araucanía e Biobío “para enfrentar com melhores instrumentos o terrorismo, o narcotráfico e o crime organizado que se enraizou nesses territórios”, conforme declarou para justificar a decisão.

Para além da instabilidade social Piñera envolvia-se envolvido numa investigação dos Pandora Papers que confirmaram supostas irregularidades na venda em 2010, nas Ilhas Virgens Britânicas, de ações suas num mega projeto de mineração.

O ambiente político chileno encontrava-se agitado por uma confluência de fatores. À linha difusa que separa os negócios do presidente da política, o país enfrentava eleições presidenciais e parlamentares com candidatos que não reúnem grandes maiorias.

A primeira volta realizou-se a 21 de novembro com a vitória do conservador Kast, com 27,9% dos votos seguido de Gabriel Boric com 25,8% dos votos. Franco Parisi (12,8%), Sebastian Sichel (12,79%) e Yasna Provoste (11,61%) não conseguiram o objectivo de passar a uma segunda volta.

O Polititank esteve à conversa com dois chilenos, na véspera da primeira volta, no sentido de saber, quais as suas perspetivas para o futuro do país, fosse qual fosse o desfecho final.

Através de uma estudante espanhola, que se encontra a estudar em Coimbra (Anaïs) foi possível chegar aos nossos entrevistados. A nossa informante privilegiada (termo que se utiliza na sociologia e na antropologia), para designar a pessoa que permite ao investigador aceder ao seu público-alvo, através de um grupo de whatsapp de “hispano-hablantes” forneceu-nos o contacto de Instagram de Pedro Del Lopo.

Pedro del Lobo tem 33 anos e é músico, trabalha a Construção, guia de Montanha e cuidador de campo. Natural de Wallmapu (Sul do Chile), um território mapuche á margem da Patagónia. Daí que Pedro tenha uma relação muito forte com a natureza e os povos indígenas

Como descreve a situação política do Chile actualmente?

Pedro del Lopo traça o fim da ditadura militar de Pinochet como um marco histórico na emancipação política do Chile. Os estudantes tiveram um papel histórico-político nas revoltas de 2019, principalmente a nível da criação de uma contracultura de bairro e preocupação com as desigualdades sociais

“Desde a ditadura militar que se nos impôs um sistema, económico e político experimental, traduzindo-se isso numa doutrina de stock”

“A Constituição de 80 foi construída de costas fechadas ao povo construindo uma Constituição que favorecia a direita e os empresários desautorizando os trabalhadores e os indígenas onde o trabalho é precário e as desigualdades enormes”

No entender de Pedro temos assistido a um tipo de caminho agressivo e violento desde o tempo dos Chicago Boys (grupo de aproximadamente 25 jovens economistas chilenos que formularam a política económica de Augusto Pinochet).

Pedro acredita que embora as mobilizações ocorridas tenham contribuído para um questionamento em relação à política, um género de um caminho novo, mas sob nenhum ponto de vista é uma revolução nada do género.

O movimento “Pinguino” foi uma faísca que deu origens áquilo que foram os protestos de 2009. Pedro participou nos grandes protestos “Pinguinas” estudantis. Dali saíram referências políticas dirigentes estudantis que são hoje em dia deputados e um deles está a disputar a presidência. Dentro do movimento Pinguino devemos destacar Camila Vallejo, Giorgio Jackson e Gabriel Boric que está a lutar pela Presidência da República. Gente do partido comunista e de uma nova onda revisionista tomava certa relevância social. Os estudantes foram juntos com os mapuches os grandes transformadores sociais e os exemplos mais claros de mobilização.

Relativamente à participação eleitoral, no entender de Pedro tudo dependeria de que sector fosse vencedor, actualmente existem sectores de extrema-direita liderados por Kast um neto de imigrantes Nazis que pertence ao sector mais conservador. Se a direita voltasse a ganhar isso significaria provavelmente outra revolta social, muita repressão e muita violência.

Kast representa o mais repudiável da direita chilena. Por outro lado está também Sichel de extrema-direita mas mais oculto. Então se ganha alguém de centro ou esquerda, isso baixaria a tensão política. José Antonio Kast seria muitíssimo mais perigoso que Pinochet.

O Polititank (a negrito) tentou perceber, através de Pedro Del Lobo, se o facto de os mais jovens não terem uma memória histórica da ditadura, poderia levá-los a votar de forma mais expressiva em Kast.

Pedro Del Lobo (PDL): “No Chile temos um grande problema de imigrantes ilegais e guetos de gente colombiana, Venezuelana e Haitiana. Imigrantes que entraram de maneira desordeira e descontrolada no norte do país gerando sérios problema de ordem pública. Mas paradoxalmente chegaram com o governo de Sebastián Pinera. Então a gente sem educação/instrução pensa que Kast terminaria com isto. Pelo menos sentimos que os votantes de Kast ou de Sichel de direita são uma minoria, mas uma minoria muito fiel que sempre vota”

Acreditas que a impopularidade de Pinera tem facilitado a ascensão da extrema-direita? Ou acreditas que esta sempre existiu embora não tivesse um candidato em quem se pudesse rever?

PDL: “José Kast foi golpeado por estudantes (conforme nos confirmam as imagens enviadas). Pinera com a repressão e a violência desempenhou um papel importante. Se bem que a direita mais radical tem muito menos seguidores e é muito mais impopular. Pinera, Kast ou Sichel pertencem ao mesmo sector. Muitos dos dados sobre as sondagens são falsos e pertencem aos mesmos sectores de extrema-direita que há muito não têm nenhum tipo de credibilidade”

Estás a falar de “fake news”, mais concretamente?

PDL: Claro. Sempre tem sido a técnica da direita para poder desmotivar o movimento social. Tácticas sujas das quais estamos alertam.

Consideras-te um activista político? Encontras-te nalgum sindicato? Alguma forma de associativismo?

PDL: Fui expulso do Partido Comunista aos 18 anos pelas minhas ideias anti-revisionistas, fui parte e fundador dos movimentos antifascistas da minha cidade no sul do Chile. Apoiei de maneira activa o movimento mapuche e fui vocalista de uma banda de punk político com a qual estive 13 anos activo gerando espaços de actividade política para depois formar a pc-ap e a união patriótica que são o mesmo partidos de esquerda anti-imperialista. Agora estou mais inactivo. Sou um simples simpatizante de Eduardo Artés e Unión Patriótica. Por agora sou só um simpatizante de Eduardo Artés e União Patriótica. Por De vez em quando só me dedico a seminários nos Okupas de auto-defesa mas não estou politicamente activo.

Apoias causas com o feminismo, causas ecologistas, Black Lives Matter ou a agenda LGBT?

PDL: Para mim estes movimentos são novos e vejo-os com distância. Mas não estou contra. Não me considero parte deles mas muito menos me incomodam. Há coisas muito mais importantes. Primeiro a luta pela inocência do povo nação mapuche e a superação de uma sociedade mercantilista.

Se houver um cenário pós-eleitoral com a vitória de um candidato de esquerda, o que achas prioritário ser feito?

PDL: “O que eu queria ou não afecta em nada. Eu vou-te dizer o que se vai passar. Vai ganhar a esquerda revisionista do governo Bachelet da social-democracia. Seguramente ganhará Boric. E se o fazem mal e lhes ocorre fazer mal o seu trabalho, o povo votará na direita radical e sairemos perdendo todos. O que eu quero não é possível porque o povo não tem educação política, por isso o que eu quero não importa por agora!”

Consideras que nenhum desses cenários seja capaz de dar uma resposta efectiva às preocupações das pessoas?

PDL: “Dou-te um exemplo. Temos uma alcadesa (1) comunista do PC Chileno. Mais há umas semanas explodiu a notícia que defraudou milhões de pesos (2). Que me respondes tu com isto? Como podemos confiar?

Aí estão carabineiros (3) a destruir a sede do seu partido por fraude. Diz-me tu então se esse sector político é confiável.

Carabineros do Chile - responsável por atuar na área da defesa Civil. Atualmente é a instituição encarregada de garantir a soberania, a ordem pública e o respeito às leis
Carabineros do Chile - responsáveis por atuar na área da defesa Civil. Atualmente é a instituição encarregada de garantir a soberania, a ordem pública e o respeito às leis.
O lema da instituição é "Ordem e Pátria" (Orden y Patria).

A política por vezes é a escolha do mal menor. Não existem sistemas perfeitos. Se tivesses influência política, o que farias para haver mais transparência (menor corrupção)?

Investigação contra Karina Oliva: Carabineiros realizam mandato de busca na sede do Partido Comunista

PDL: “Nós levamos 30 anos elegendo o mal menor. Olha a crise em que estamos, 30 anos de mal menor, 30 anos de indígenas assassinados e 30 de ecologistas e sindicalistas mortos e perseguidos. Gente honesta amigo, isto necessita um partido de gente honesta.

Então consideras, que por muito bom que o político possa ser, isso será sempre uma ilusão, por todas essas questões que apontaste anteriormente. É isso?

PDL: “E tu acreditas que devemos compactuar com caloteiros e mentirosos pelo mal menor? Isso não seria enganar as pessoas? Não o consideras pouco ético”

A ética é uma questão quase tão antiga como a própria política. E isso seguramente daria para uma só entrevista

PDL: “Eu não posso defender a esquerda burguesa nem o farei. Não pertencem à minha classe social. Eu sou trabalhador (“obrero”). Muito menos apostarei neles. Sou um homem honesto e acredito em gente honesta, não acredito num mal menor, nem em caloteiros ou mentirosos. Por aqui pelos bairros pobres tu nunca vês passar os branquitos da esquerda burguesa porque lhe dá medo do gueto. Eles não são povo, nunca foram povo e jamais o serão”.

Marx, diria que o que tu descreves seria falta de “consciência de classe” por parte da classe trabalhadora. Consideras importante fazer uma releitura de Marx, transportando-o para os dias de hoje?

PDL: “Eu tenho as minhas ideias claras, filho. Por aqui não há nenhum teólogo perdido. Esses sobram. Anda a perguntar aos nossos irmãos mortos. Mataram um amigo no ano passado. “Se me revuelven las tripas de rabia” (se me agitam os intestinos de raiva).


Posteriormente falei com outro jovem (25 anos), Alejandro Sébastian Zúñiga de Santiago do Chile, trabalha numa imobiliária, dia 20 de Novembro de 2021.

Alejandro Zúñiga acaba por fazer um resumo dos candidatos e dos seus perfis: uma esquerda jovem representada por Boric, apoiado pelo partido comunista e por outro lado uma direita fragmentada constituída por Sichel, de direita mais moderada e progressista e José Kast, um conservador e defensor do modelo da Constituição de 1980.

A sua expectativa realista era de que a participação na primeira volta destas eleições andasse á volta dos 40-50% de participação.

O envolvimento político-partidário da juventude, concretizou-se no “El Frente Amplio” que é um conglomerado de partidos que parte da política universitária. O seu papel deste o “Movimento Pinguino” tem sido relevante para começar a competir com o centro-esquerda e a direita. Foi o gérmen do actual momento. Mas a direita desacelera muito as mudanças em conjunto com o centro-esquerda “concertação”. Mas alcançou-se a gratuitidade na educação.

Para Alejandro, identificado com uma esquerda progressista e apoiante de Boric, a polarização política que existe é falsa. Não tem propriamente uma participação política activa, limitando-se a estudar e ler os problemas dos partidos políticos.

Com uma vitória de Boric, Alejandro espera que haja um maior apoio ao processo constituinte e uma força política coerente com o Congresso. A Constituinte tem sido saboteada pela direita, com notícias falsas, polémicas infundadas, com o objectivo de desviar as atenções da discussão. Segundo o seu testemunho há uma direita sobrevalorizada pelos meios de comunicação.

Relativamente aos Mapuches, Alejandro acha que a causa mapuche tem sido usada por pessoas externas para causar prejuízo e apropriarem-se de terras do próprio povo Mapuche.

“Se ganhar Kast, haverá um enfrentamento armado do qual inocentes poderiam sair feridos ou mortos devido ao abuso das forças armadas. Se ganhar Boric, pode haver mais diálogo mas não sei se tanta disposição existe em relação a isso. O resto dos candidatos seriam mais do mesmo e em verdade não têm possibilidades de ganhar.”

Relativamente à corrupção há duas coligações tradicionais Chile Vamos! (centro-direita) e Unidad Constituyent (centro-esquerda) envolvidas em casos de corrupção e de financiamento ilegal da política.

Embora a “Frente Amplio” tenha retirado a confiança a uma deputada envolta num caso de irregularidade no financiamento da sua campanha, existem outros candidatos das coligações acima mencionadas envolvidos neste caso, cujos nomes nem foram mencionados.


A segunda volta das eleições Chilenas, realizada a 19 de Dezembro de 2021, foi ganha pelo candidato Gabriel Boric apoiado pela Frente Ampla e pelo Partido Comunista com 55,18% dos votos, com 68,7% das mesas escrutinadas.

Boric assegurou que será o presidente de “todos os chilenos e chilenas e não governará entre quatro paredes”.

O seu opositor, o advogado José Antonio Kast, que obteve 44,92% dos votos, reconheceu de imediato a vitória do ex-líder estudantil.

Kast escreveu na sua conta oficial do Twitter: “Acabo de falar a Gabriel Boric e felicitei-o pelo seu grande triunfo. Hoje é o Presidente eleito do Chile e merece todo o nosso respeito e a nossa colaboração construtiva. O Chile está sempre em primeiro lugar”.

Boric promete “mudanças profundas” e que participou nos massivos protestos pela igualdade de 2019: quer melhores pensões, educação, saúde e põe muita ênfase no ambientalismo e no feminismo.

Como já tivémos oportunidade de perceber pela conversa com Alejandro Zúñiga e da entrevista com Pedro Del Lobo (4), havia relações anteriores de Kast com a ditadura de Pinochet, um regime com o qual se mostrou complacente em diversas ocasiões, favorável à manutenção do “status quo” e defesa de valores conservadores.

Numa fase inicial os especialistas consideravam que a diferença entre ambos iria ser muito curta e dependeria da participação, quando a primeira volta de 21 de novembro registou uma abstenção de 50%.

Segundos dados apurados a nível da distribuição de votações, verificou-se que Boric obteve um amplo apoio na capital, onde se concentra metade dos eleitores, e em outras regiões com importantes núcleos urbanos, como Valparaíso onde obteve quase 20 pontos de vantagem.

A esquerda sul-americana demonstrou uma alegria com o sinal dado pela vitória de Boric. Um dos primeiros a felicitá-lo foi o ex-presidente brasileiro Lula da Silva: "Felicito o camarada Gabriel Boric pela sua eleição como presidente do Chile", disse. O presidente do Peru, Pedro Castillo, disse que a vitória de Boric "é a do povo chileno". Acrescentou que este é um triunfo partilhado pelos "povos latino-americanos" que querem "viver com liberdade, paz, justiça e dignidade". O presidente da Bolívia, Luis Arce, juntou-se à lista de líderes de esquerda que expressaram a sua satisfação com a eleição de Boric e considerou que esta "fortalece a democracia latino-americana". Nicolás Maduro, o presidente Venezuelano, escreveu num tweet: “Saúdo o povo de Salvador Allende e Víctor Jara pela sua estrondosa vitória sobre o fascismo”.

Depois do resultado das eleições, que culminou com a vitória de Boric voltei a falar com os meus dois entrevistados, para perceber os seus sentimentos face ao resultado final.

Alejandro tem expectativas muito altas quanto ao futuro a partir deste momento, ressalvando que as mudanças não serão fáceis e que deverá existir moderação. Destacou o facto de ter sido escolhido alguém fora dos partidos que governaram no período pós-ditadura.

Pedro de Lobo, como já referira anteriormente na sua entrevista, acertou na vitória de Boric. Não havia outra forma de acontecer segundo este jovem activista. Mas avisou que o candidato vencedor não se trata mais do que um social-democrata. Não é propriamente um revolucionário, não é Che Guevera. Na sua perspectiva os presos políticos continuarão nas cadeias. Nada muda. Temos que esperar e que Boric cumpra as suas promessas.

Segundo Pedro a direita reaccionária tem as armas e o dinheiro e que se quiserem acabar com a vida política do Presidente, simplesmente o farão. Para este guia de montanha, o mundo chileno continua muito frágil, assim como a própria democracia. O seu desejo é que as coisas sigam o seu bom curso e que nada mais sucederá.

 

(1) Cargo equivalente a Presidente de Câmara em Portugal ou Prefeito no Brasil
(2) Pesos Chilenos: moeda do país; 1 peso chileno é equivalente a 0,0011 euros
(3) instituição de polícia ostensiva do Chile. É responsável, ainda, por actuar na área de defesa civil
(4) Em termos metodológicos optámos por ser mais vantajoso a transcrição da entrevista integral com Pedro Del Lobo, dada a sua extensão e necessidade de incorporar imagens e de colocar em texto corrido a segunda entrevista elaborada a Alejandro Zúñiga, dado o seu poder de síntese na análise e discussão do contexto social e político no seu país, assim como a menor dispersão das ideias (lembrando que ambas foram feitas recorrendo ás contas de instagram destes entrevistados
 
Entrevistas realizadas a dois jovens Chilenos, Alejandro Zúñiga (25 anos) e Pedro Del Lobo (33 anos) com dois percursos de vida distintas contribuíram a partir das suas perspectivas pessoais, profissionais e ideológicas para nos fornecer uma perspectiva do Chile actualmente assim como do seu próximo futuro político económico e social.
 
Referências:
 
- Vídeo del grupo Weichan Auka Mapu: "Serán derrotados por la fuerza del pueblo mapuche en armas” [Online] [Youtube]
- Qué pasa en Chile: Cronología de un estallido | Filo.new [Online] [Youtube]
- Lusa, Gabriel Boric vence eleições presidenciais no Chile, RTP 1, [Online] [https://www.rtp.pt/noticias/mundo/gabriel-boric-vence-eleicoes-presidenciais-no-chile_n1371470].
- El Mostrador, Caso Karina Oliva a la justicia: Fiscal Nacional abre investigación de oficio por fraude de subvenciones en rendiciones de campaña, [Artigo] [Link]
- Presidente do Chile decreta estado de exceção e militarização de região onde índios mapuche protestam [O Globo e AFP] [Link]

This article was updated on fevereiro 11, 2022

Vasco Semedo

Vasco Semedo, nascido em Coimbra, 25 anos de idade, mestre em Sociologia. Actualmente encontra-se a desenvolver uma tese de doutoramento no âmbito dos Populismos. Membro e sócio-fundador do "Polititank", interessa-se pela forma como as democracias têm vindo a deteriorar-se e o crescimento de regimes políticos iliberais. Pessoa de fortes convicções políticas e pessoais.